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Livro de Apocalipse

Apresentação em slides

*Quem escreve se autodenomina João (1-1,4,9; 22,8)
Segundo os estudo de teologia, aprovado pelo Magistério da Igreja Católica, o livro de Apocalipse é o livro das “Revelações”, escrito por João.

Hoje continuamos a unir esse livro às  cartas e ao Evangelho num “Corpo Joanino” , mas são poucos que atribuem esse livro ao apostolo  João, embora conservem como válido o  nome de outro João, mas  nada há de concreto.

* Destinatário- Os destinatários imediatos são sete igrejas da província Romana da Ásia, ás quais se sente particularmente ligada por partilhar seus sofrimentos e pela missão profética recebida.
Paulo escrevia da prisão, e esse João escreve do desterro ou confinamento ( Ilha localizada entre Turquia e Grécia,   e está em águas gregas)

O destinatários já conhecem a hostilidade e perseguição; agora se avizinha a grande perseguição. O autor quer prevenir e antecipar.
7 igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia.

Gênero- Classe, ordem!
O apocalipse se coloca numa conjuntura de mudança ou sobressalto decisivo olha para o passado e o divide em etapas sucessivas ; contempla um presente de perigo e angustia crescente, e abre a cortina do futuro próximo: o julgamento divino solene e a instauração do reinado do Senhor.

Entra a ficção- o autor se finge um personagem antigo, o passado reduzido a períodos se apresenta como predição, o futuro próximo é predição- até aqui o trabalho é intelectual.
Começa então, com variável êxito, o trabalho da fantasia!

Os períodos são traduzidos em imagens coerentes e articuladas; o futuro próximo, por ser desconhecido, é descrito com imagens convencionais ( relativas).

Procedimentos:
O livro é um modelo de procedimento típico do gênero.
A) Número explícitos ou implícitos na estrutura. Segundo a velha tradição bíblica, alguns números, além de quantidade, significam alguma qualidade; assim os usa o autor .

Três é o número da divindade; onze vezes; quatro , a totalidade cósmica: dezenove vezes; dez, de totalidade: nove vezes; doze, das tribos ou povo de Deus: vinte três vezes; e sete, número de perfeição: cinquenta e cinco vezes mais outras implícitas. Ex: “ seduzir” e “paciência” sete vezes no livro; a metade de sete anos designa uma etapa incompleta( 11,3; 12,6; 13,5). O misterioso numero 666 é uma caso à parte (13,18) . Jogo de números!!!

B) Cores: simples, sem matizes. Branco ou cândido significa vitória (3,4; 6,11; 7,9; 19,14); o vermelho significa o sangue (6,12). O preto, epidemia e morte (6,5.12).
C) Imagens: alegorias e símbolos. O repertório é enorme, em grande parte tomado do AT e tratado com liberdade criativa.
Predominam imagens cósmicas: astros, montanhas, oceanos, ilhas, abismo; elementos e meteoros: ar, água e fogo; os animais: cavalos, escorpiões, sapos, dragão, com chifres, polimorfos(13,2). E muitas figuras humanas.  

Algumas cenas se projetam no céu, como num painel, sugerindo que no céu já aconteceu exemplarmente o que está para acontecer na terra.
Por sua riqueza imaginativa, sua estranheza fantástica, sua obscuridade enigmático, esse livro tem fascinado leitores e causado medo por sua má interpretação, fascinando também pensadores e artistas, que nem sempre acertaram com a correta perspectiva para interpreta-lo.  
 
D) O intérprete do  texto!
E) Um deles, baseado no texto, é o recurso ao AT. O autor não sita suas fontes de interpretação.....
F) Construção. É evidente que o autor quer  levantar um edifício compacto e bem distribuído; ordem e não labirinto, razão sobre a fantasia. Ao mesmo tempo se vê obrigado a interromper e inserir (9,21) a adiar(20,1-10), a encaixar um ciclo dentro do outro.